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Título: Óbitos maternos ocorridos em um hospital público da cidade do Recife de 2000 a 2013
Título(s) alternativo(s): Maternal deaths occurred in a public hospital of city Recife 2000 2013
Autor(es): SOUZA, Andrea Cristina Fraga de
RANGEL, Camila Barbosa
ARAÚJO, Iram Sóter Carvalho Carreiro de
FIGUEIRA, Maria Cristina dos Santos
MELO, Maria Inês Bezerra de
Palavras-chave: Gravidez
Óbito materno
Mortalidade materna
Data do documento: 2015
Resumo: RESUMO INTRODUÇÃO: A cada ano, mais de meio milhão de mulheres no mundo morrem por causas maternas. No Brasil, a quase totalidade dos partos ocorre dentro do sistema hospitalar e a investigação dos óbitos de mulheres nos hospitais é o mais forte instrumento para analisar a frequência de óbitos maternos. OBJETIVO: Descrever os casos de óbitos maternos ocorridos em um hospital de referência para gestação de alto risco na cidade do Recife de 2000 a 2013. MÉTODO: Foi realizado um estudo observacional, do tipo corte transversal, com base em dados secundários de um banco de dados da Vigilância Epidemiológica do Hospital Agamenon Magalhães. A população do estudo foi constituída de mulheres que foram a óbito decorrente da gestação, nos anos de 2000 até 2013 no hospital Agamenon Magalhães, situado na cidade do Recife- PE. Foi construído um banco de dados secundário a partir de dados coletados, que foi submetido a testes de consistência, obtendo-se a listagem das variáveis de análise e corrigindo as inconsistências a partir das informações contidas nos formulários. A análise dos dados foi efetuada utilizando-se o programa EPI-INFO 7.1.5 Inicialmente foram obtidas as distribuições de frequência das variáveis utilizadas para caracterizar a amostra. Para as variáveis de distribuição normal foram realizadas as medidas de tendência central e dispersão. O trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Agamenon Magalhães sobre o protocolo: HAM/PE com o Nº 078669/2015 e o CAAE nº: 48185215.9.0000.5197. RESULTADO: Em relação à idade, 71,7% das parturientes encontravam-se no intervalo entre 19 e 35 anos. Verificamos a falta de registro quanto ao numero de consultas de pré-natal realizadas em 98,1%, taxa considerada muito alta, um resultado preocupante em pleno século XXI. Quanto à via de parto, foi observado no presente estudo que 45,3% das mulheres foram submetidas a cesárea. A duração do internamento até o óbito foi de até 10 dias em 77,3% da amostra. Quanto a evitabilidade foi encontrado um percentual de 47,2% dos óbitos eram evitáveis, ou seja, ocorreram por falta de adequada atenção à mulher no pré-natal. CONCLUSÃO: Essa pesquisa evidenciou que das mortes ocorridas decorrentes de causas quase sempre evitáveis, a maioria era de mulheres jovens, que se encontravam no auge de suas vidas reprodutivas. Faz-se necessário a adoção de estratégias para redução na taxa de mortalidade: Viabilizar o acesso aos métodos contraceptivos; captação precoce das gestantes até 12 semanas para a detecção de risco e encaminhamento para atendimento especializado; integração das equipes de saúde para garantir melhor acolhimento das gestantes e a melhoria da assistência ao pré-natal, parto e puerpério. Importante ressaltar o preenchimento adequado das declarações de óbito, para identificar os casos de morte materna e encaminhá-los para os comitês de morte materna, pois cabe aos comitês de morte materna não só a investigação dos casos, mas também a recomendação de medidas para evitar um novo óbito. PALAVRAS-CHAVES: Gravidez, Óbito materno, Mortalidade materna.
Descrição: Trabalho de conclusão de curso apresentado como requisito para o curso de Enfermagem da Faculdade Pernambucana de Saúde
URI: http://tcc.fps.edu.br:80/jspui/handle/fpsrepo/1335
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