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Título: Facilitadores e barreiras para as atividades diárias em adultos após acidente vascular cerebral em um serviço hospitalar: estudo transversal e descritivo com base na CIF
Autor(es): ALVES, Roberta Farias Bradley
ABREU, Raissa Wanderley Ferraz de
CAMINHA, Marina Alves
Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral (AVC)
Ambiente
Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF)
Atividades diárias
Data do documento: 2026
Resumo: RESUMO Introdução: A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) propõe uma abordagem biopsicossocial da funcionalidade, inter-relacionando componentes de estrutura e funções corporais, atividades, participação e fatores contextuais. Dessa forma, fatores ambientais podem impactar como facilitadores ou barreiras às atividades em diversas condições de saúde. O Acidente Vascular Cerebral (AVC) destaca-se como um importante problema de saúde pública, sendo uma das principais causas de incapacidade, pois suas consequências podem comprometer múltiplos domínios e resultar em limitações de atividades e restrição de participação. A reabilitação fisioterapêutica é essencial para a recuperação/adaptação do indivíduo e na reinserção social, sendo recomendada de forma precoce e contínua. Nesse cenário, a identificação de facilitadores e barreiras para atividades diárias desses indivíduos se torna de extrema importância para que estratégias de orientações e intervenções possam ser disponibilizadas com base em contexto real de vida. Objetivos: Identificar facilitadores e barreiras para atividades diárias de adultos que sofreram episódio de AVC e que iniciarão acompanhamento terapêutico em um serviço hospitalar na cidade do Recife/PE. Método: Estudo observacional, descritivo de desenho transversal (CAAE: 61381622.1.0000.5201). Os dados foram coletados por meio de entrevista presencial com o avaliador, utilizando um formulário adaptado baseado na CIF, para a identificação de facilitadores e barreiras em algumas atividades específicas do dia a dia. Resultados: Participaram 64 indivíduos de ambos os sexos, acima de 18 anos de idade e que sofreram AVC há pelo menos 3 meses do episódio até dois anos do seu acontecimento e que apresentasse estabilidade clínica sem risco de agravos. Foi identificado como facilitadores ambientais para as atividades diárias, os domínios de apoios e relacionamentos (94,44% e 94,33%) e meio de transporte (87,50%). Fatores como utilização de órteses/ adaptações (39,06%) e dispositivos auxiliares de marcha (42,18%), foram classificados como “nenhum facilitador – indiferente”. Além disso, o percentual de barreiras ambientais identificados representou menos de 8% das respostas. Conclusão: Neste estudo, fatores ambientais sociais (apoios e relacionamentos e transporte) foram facilitadores das atividades diárias de adultos pós-AVC antes de iniciar o programa de acompanhamento terapêutico. Contudo, ressalta-se a importância da elaboração de estudos quantitativos com metodologias mais robustas, que identifiquem fatores ambientais ao longo do tempo, pré- e pós-intervenção e relacionem com o desempenho funcional desses indivíduos. Isso poderá garantir orientações específicas considerando o contexto real de vida. Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral (AVC); Ambiente; Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF); Atividades diárias.
Descrição: Trabalho de conclusão de curso apresentado como requisito para o curso de Fisioterapia da Faculdade Pernambucana de Saúde.
URI: http://tcc.fps.edu.br/handle/fpsrepo/2239
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