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Título: Características clínicas, laboratoriais e de resistência antirretroviral em pacientes pediátricos, sob falha virológica, de hospital terciário em Recife -PE
Autor(es): SILVESTRE, Lucas Teixeira
CARVALHO, Beatriz Lima de
MELO, Stephannie Machado
LIMA, Kledoaldo Oliveira de
Palavras-chave: HIV-1
Fármacos anti-HIV
Criança
Farmacorresistência viral
Data do documento: 2025
Resumo: RESUMO Introdução: A infecção pelo HIV representa um desafio de saúde pública, particularmente em populações pediátricas onde a transmissão vertical predomina. Apesar dos avanços na Terapia Antirretroviral (TARV), a resistência medicamentosa permanece uma barreira crítica, agravada por fatores socioeconômicos e psicológicos que influenciam a adesão ao tratamento. Objetivos: Este estudo teve como objetivo avaliar as características clínicas, laboratoriais e de resistência antirretroviral associadas à falha virológica em pacientes pediátricos de um hospital terciário em Recife, Pernambuco, Brasil. Métodos: Foi realizado um estudo transversal com 82 crianças e adolescentes vivendo com HIV-1, em TARV e apresentando falha virológica, acompanhados no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC/UPE). Dados clínicos e laboratoriais foram extraídos de prontuários médicos. Dados genômicos da região pol do HIV-1 foram analisados para detecção de mutações de resistência utilizando plataformas online estabelecidas. As análises estatísticas foram realizadas com SPSS 20.0 (p ≤ 0,05). Resultados: A maioria dos pacientes (54,9%) era do sexo feminino, com idade mediana de 3.5 (1-8) anos, sendo observada manutenção da proporção entre os sexos nos indivíduos resistentes, mas observando-se aumento da mediana de idade com 6,5 (3,75-10). Observou-se uma frequência maior de resistência aos Inibidores Não Nucleosídeos da Transcriptase Reversa (ITRNN) (41,5%) e Inibidores Nucleosídeos da Transcriptase Reversa (ITRN) (40,2%) em comparação com os Inibidores de Protease (IP) (4,9%) (p<0,0001). Mutações de resistência comuns incluíram M184V (35,36%) e D67N (4,88%) para ITRN; K103N (23,17%) e Y181YC (4,88%) para ITRNN; e V82A (3,66%), M46I (2,44%) e I54V (2,44%) para IP. O Tenofovir (7,3%) apresentou a menor resistência entre os ITRN, enquanto Abacavir (40,2%), Lamivudina (36,5%) e Emtricitabina (36,5%) exibiram taxas mais altas. Para os ITRNN, a Doravirina (20,7%) teve menor resistência, com Nevirapina e Efavirenz mostrando as maiores taxas (ambos 40,2%). O estudo também destacou um atraso diagnóstico significativo, contribuindo para altas cargas virais, resistência e infecções oportunistas. Conclusão: Este estudo evidencia a alta prevalência de resistência a ITRNN e ITRN em crianças e adolescentes com falha virológica em Pernambuco, reforçando a necessidade de prevenção da transmissão vertical, diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo. Os achados apontam para a importância de estratégias terapêuticas personalizadas e de maior atenção à adesão, sobretudo na transição para a adolescência. Palavras-chave: HIV-1; Fármacos anti-HIV; Criança; Farmacorresistência viral.
Descrição: Trabalho de conclusão de curso apresentado como requisito para o curso de Medicina da Faculdade Pernambucana de Saúde.
URI: http://tcc.fps.edu.br/handle/fpsrepo/2248
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