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Título: Adesão e segurança no manejo da osteoporose com terapia anabólica: análise das indicações e avaliação clínica em hospital de referência no Recife
Autor(es): CIRILO, Maria Eduarda Didier
CARVALHO, Érico Higino de
PEREIRA, Isadora Helena de Medeiros Franco
FERRAZ, Maria Laura Rodrigues de Moura
FONTE, Camila Moraes da
Palavras-chave: Osteoporose
Teriparatida
Romosozumabe
Adesão
Acesso
Data do documento: 2026
Resumo: RESUMO Introdução: A osteoporose caracteriza-se pela redução da massa óssea e deterioração de sua microarquitetura, aumentando o risco de fraturas e comprometendo a qualidade e a expectativa de vida. Apesar de prevenível e tratável, permanece subdiagnosticada e subtratada. Teriparatida e romosozumabe estimulam a formação óssea, mas sua efetividade depende da indicação adequada, do acesso contínuo, da adesão e do monitoramento de segurança. Persistem lacunas sobre o uso dessas terapias na prática clínica brasileira. Objetivo: analisar critérios de indicação, perfil clínico, adesão, segurança e desfechos de eficácia em pacientes com osteoporose tratados ou com terapia osteoanabólica indicada, comparando teriparatida e romosozumabe, em hospital de referência no Recife. Metodologia: estudo observacional longitudinal de coorte retrospectivo e prospectivo, realizado no Ambulatório de Metabolismo Ósseo do Serviço de Endocrinologia do IMIP. O projeto abrangeu setembro de 2025 a agosto de 2026. O componente retrospectivo compreendeu revisão de prontuários, exames e tratamentos anteriores; o prospectivo incluiu entrevista estruturada e registro padronizado de adesão e eventos adversos. A adesão comportamental foi avaliada pelo Morisky-Green de quatro itens (MMAS-4). Resultados: foram analisados 27 participantes, 26 (96,3%) mulheres, com mediana de idade de 71 anos; 21 (77,8%) estavam no grupo teriparatida e seis (22,2%) no grupo romosozumabe. Todos foram classificados como de risco muito alto; 20 (74,1%) apresentavam fratura osteoporótica prévia e 23 (85,2%) uso prévio de bisfosfonato. Entre 26 participantes com MMAS-4 disponível, 19 (73,1%) apresentaram alta adesão e sete (26,9%) adesão média. Apesar disso, 17/26 (65,4%) relataram perda de aplicações, todos por indisponibilidade do medicamento na farmácia. Eventos adversos foram registrados em 2/26 (7,7%). Conclusão: a terapia osteoanabólica foi indicada em pacientes de risco muito alto e com elevada carga de fraturas. A principal barreira foi a descontinuidade de acesso à medicação, apesar da elevada adesão comportamental pelo MMAS-4. Os achados descritivos de segurança e eficácia exigem cautela pela pequena amostra, informações limitadas e tempos de acompanhamento distintos. Palavras-chave: Osteoporose; Teriparatida; Romosozumabe; Adesão; Acesso
Descrição: Trabalho de conclusão de curso apresentado como requisito para o curso de Medicina da Faculdade Pernambucana de Saúde.
URI: http://tcc.fps.edu.br/handle/fpsrepo/2255
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